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ABCDE do Trauma: confira tudo o que você precisa saber sobre

O chamado ABCDE do Trauma é uma série de precauções criadas para proteger a integridade de um paciente em situação de risco. Diferente do que alguns imaginam, esse procedimento não é executado somente por profissionais da saúde, já que você não precisa saber tudo sobre trauma para estar apto a colocá-lo em prática.

Desde sua criação, que remonta aos anos 70, o ABCDE do Trauma foi imediatamente reconhecimento na medicina, afinal, sua eficiência é incontestável para as unidades de saúde. No pronto atendimento, por exemplo, esse método é o mais utilizado pelos socorristas, principalmente por proporcionar rapidez e segurança no atendimento das vítimas.

Caso você queira aprofundar seu conhecimento na história desse protocolo, entender sua função, etapas e utilização, continue lendo este post!

Por que o nome ABCDE do Trauma?

O termo foi escolhido por Jim Styner, um cirurgião ortopédico que desenvolveu os protocolos semanas após sofrer um acidente. Na posição de paciente, o médico percebeu a necessidade de disponibilizar seus estudos para a criação da metodologia.

A sigla é referente aos seguintes termos:

  • A – airway;
  • B – breathing;
  • C – circulation;
  • D – disability;
  • E – exposure.

Como funcionam as etapas do método?

Como já mencionado, o ABCDE do Trauma é dividido em cinco letras e cada uma delas representa um termo em inglês. Abaixo, uma explicação mais aprofundada sobre cada uma das nomenclaturas:

A de airway- via aérea

Nesta etapa, deve-se examinar cuidadosamente o controle da coluna cervical. E, da mesma forma, é necessário averiguar se há algum bloqueio nas vias nasais. O cuidado mais importante neste estágio é evitar lesões na coluna.

Outro importante ponto é ficar atento aos sintomas de edemas no rosto do paciente, pois, se alguma anormalidade for reconhecida, é necessária a utilização do colar cervical.

B de breathing – respiração

O objetivo desta fase é checar se a pessoa está realmente respirando. O primeiro passo é analisar a movimentação do tórax e auscultar – escutar ruídos pulmonares – para eliminar alguma lesão torácica. Feito tudo isso, caso haja necessidade, utilize métodos de ventilação mecânica.

C de circulation – circulação

A terceira parte do ABCDE do Trauma é considerada uma das mais importantes em todo o processo. Aqui, o socorrista deve impedir que a vítima tenha uma hipovolemia, ou seja, uma diminuição anormal do volume do sangue.

Se houver alguma hemorragia, é preciso apalpar, verificar o dorso e identificar sua origem, para procurar formas de contê-la. A coloração da pele e a pressão arterial do pulso são alguns sinais que também devem ser checados.

D de disability – incapacidade

Neste momento, deve ser feito um exame neurológico no paciente. Existem diversos processos para efetuar essa avaliação, um deles é o AVDI, que significa alerta, voz, dor e inconsciência.

O AVDI corresponde a uma sequência de estímulos para saber qual o estado real da vítima. Para o exame, é primordial fazer perguntas simples, como “qual o seu nome?”, e estimular a dor para analisar a reação.

E de exposure – exposição

Em muitos casos, para identificar fraturas e hemorragias, é necessário despir o paciente. Dessa forma, é comum que a temperatura do corpo abaixe, tornando o indivíduo suscetível à hipotermia. Para que isso não aconteça, deve-se cobri-lo com uma manta térmica até o hospital.

Como o ABCDE do Trauma é utilizado no Brasil?

No Brasil, o curso para aprender o método chegou somente em 1989, onze anos após sua criação. Contudo, segundo a Sociedade Brasileira de Atendimento Integral ao Traumatizado (SBAIT), o trauma ainda representa a principal causa de óbito no país.

A SBAIT ainda estima que o atendimento a acidentes possa atingir nove bilhões de reais anuais. Neste valor, estão inclusos o tratamento pré-hospitalar, as sequelas, as despesas indiretas e a reabilitação.

Em um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está na 56ª posição dos países com maior mortalidade no trânsito.

A questão tornou-se de saúde pública, e por esse motivo a SBAIT criou um plano chamado Projeto Trauma 2025. O intuito é  provocar um debate médico e político com a sociedade a respeito do atendimento às vítimas.

Por sua vez, o Ministério da Saúde também criou a Linha de cuidado ao trauma na rede de atenção às urgências e emergências, para o Sistema Único de Saúde (SUS). O ideal é que todos tenham um atendimento de qualidade, tanto os usuários de serviços particulares quanto os do SUS.

Por que é tão importante investir no atendimento?

Para as instituições de saúde, investir em uma assistência de qualidade é imprescindível, começando pela equipe. Os profissionais precisam de um treinamento adequado para executar métodos com perfeição.

As entidades que procuram se destacar no setor da saúde devem priorizar os pacientes. No pronto atendimento, o cuidado deve ser ainda maior, pois um pequeno erro pode ser fatal. Por isso a importância de fazer com que cada colaborador esteja ciente das implicações dos traumas, as melhores formas de condução e como se dá a execução correta do ABCDE do Trauma.

Entre em contato com a CM Tecnologia.

Normas de biossegurança: veja os principais riscos físicos no ambiente hospitalar

Parece um consenso dizer que profissionais da saúde estão constantemente expostos a riscos físicos no ambiente hospitalar. Esses riscos são diversos (há, por exemplo, os biológicos, bem como os químicos), podendo ser ocasionados por agentes como o calor, ruídos, radiações ionizantes, radiações não ionizantes e pressões anormais. É por tal motivo que pessoas que atuam em unidades médicas devem sempre seguir normas de biossegurança.

Mas, afinal, como localizar determinadas ameaças dentro de uma instituição médica? O que significa biossegurança em saúde? E, acima de tudo, quais são as áreas de risco dentro da sua clínica? Para te auxiliar, criamos um post para abordar cada um desses perigos e avaliar qual a melhor maneira de evitá-los.

Biossegurança em saúde: o que é?

A biossegurança hospitalar é um conjunto de medidas que procura reduzir, ou mesmo erradicar, os riscos característicos das atividades que acontecem no setor de saúde. O nome pode sugerir algo difícil, mas comportamentos simples como utilizar equipamentos de proteção, evitar materiais tóxicos e seguir as regras de segurança do hospital talvez sejam o que sua instituição precisa para corrigir suas irregularidades.

Isso porque existem algumas medidas que, quando não executadas, podem prejudicar toda a gestão de uma unidade de saúde. Alguns erros comuns e facilmente identificáveis são:

  • negligências às medidas de prevenção a acidentes;
  • negligência das condições de armazenamento de materiais e produtos;
  • uso incorreto do equipamento de esterilização;
  • ausência de limpeza do final do dia;
  • equívocos de fiscalização;
  • inexistência de manutenção nos equipamentos.

Quais são as precauções padrão para prevenir contra os riscos físicos no ambiente hospitalar?

Entre as medidas englobadas pela biossegurança, está a contaminação, que é atualmente uma das principais causas de acidentes em hospitais e clínicas. Dependendo da atividade realizada, os riscos podem ser elevados e fazer com que os profissionais tenham suas saúde seriamente prejudicadas por condições erradas de trabalho, como:

  • erro no uso de equipamentos;
  • problemas estruturais do laboratório;
  • contato desprotegido com agentes contaminantes.

Por isso, a higienização frequente e o descarte correto de resíduos, entre outras normas, ajudam significativamente a evitar possíveis eventualidades.

Precaução de toque

Algumas normas regulamentadoras, como a NR 32, possuem os critérios básicos para a adoção de medidas de proteção aos funcionários. Um simples toque em um paciente que possui alguma doença contagiosa, aqui, é um erro grave. Por esse motivo, é de grande necessidade conscientizar e treinar bem toda a equipe.

Cabelos

É imprescindível que os cabelos estejam sempre amarrados. Cabelos soltos em locais contaminados podem ser agentes transmissores de doenças.

Quais são as atividades de risco no ambiente hospitalar?

Segundo a NR 32, são atividades de risco afazeres profissionais capazes de proporcionar dano, doença ou morte aos indivíduos. A seguir, listamos alguns:

Risco ambiental

São considerados riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos que existem nos ambientes de trabalho.

Os agentes ambientais, são muito estudados na área de segurança e saúde, sobretudo na elaboração e implementação dos programas como: Programa de Gerenciamento de Riscos, Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, etc.

As quatro principais ameaças ambientais são físicas – ruídos e vibrações -, biológicas, acidentais – arranjo físico inadequado – e químicas.

Risco à saúde

O risco à saúde são as possibilidades de acontecer uma exposição na qual um indivíduo é levado a ter alguma doença. Um exemplo dessa classificação são os ruídos e as vibrações.

Unidades hospitalares são ambientes com grande probabilidade de contaminações e danos, devido às diversas bactérias presentes nesse ambiente. Muitas vezes os impactos podem ser irreversíveis, por isso o cuidado deve ser redobrado.

Pelo grau de vulnerabilidade ser alto, é necessário uma Gestão de Riscos em Saúde nas instituições. Essa gestão deve ser coordenada por um especialista em processos preventivos, que estará sempre informado sobre as principais normas e padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde, da Vigilância Sanitária e Epidemiológica.

Ruídos

Os efeitos dos ruídos podem ser prejudiciais aos pacientes, funcionários e para a própria estrutura física do hospital, podendo, ainda, impactar o funcionamento dos próprios equipamentos. Uma curiosidade sobre o tema é que o Anexo 8 da NR-15 da Portaria 3.214/78 afirma que as tarefas que coloquem os trabalhadores, sem proteção, às vibrações próximas, são consideradas insalubres.

Vibrações

A perda auditiva depende de fatores ligados ao meio ambiente. A intensidade, o impacto, a duração e a qualidade são condições determinantes para causar certas doenças.

De modo geral, é necessário haver uma avaliação ambiental, por meio de um “decibelímetro” (medidor de pressão sonora). O instrumento é capaz de captar o ruído que irá atingir diretamente o funcionário.

A surdez é irreversível, dessa forma, é realmente necessário o uso de medidas como essa para evitar possíveis acidentes.

Qual é a classificação dos riscos no ambiente hospitalar?

Para que os riscos fossem melhor organizados, foram mapeados em cinco categorias com cores distintas pelo Ministério do Trabalho, podendo ser divididos em físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. A seguir, detalhamos cada grupo.

Riscos físicos

Os riscos físicos são classificados pela cor verde. Alguns exemplos desse grupo são:

  • equipamentos que geram calor, frio ou que operam sob pressão;
  • radiações;
  • campos elétricos;
  • umidade, etc.

Riscos químicos

Os riscos químicos, por sua vez, são classificados como vermelhos. Neste grupo, estão produtos químicos, em geral, sob as diferentes formas e apresentações (líquida, sólida, vapor, fumaça, etc.) Alguns exemplos:

  • ácidos;
  • reagentes oxidantes;
  • reagentes redutores;
  • gases;
  • formol;
  • medicamentos;
  • metais presentes em lâmpadas.

Riscos biológicos

No terceiro grupo estão os riscos biológicos. Estes são indicados pela cor marrom e são provocados por agentes biológicos como:

  • microrganismos geneticamente modificados ou não;
  • culturas de células;
  • parasitas;
  • toxinas e príons.

Riscos ergonômicos

A quarta categoria, classificada pela cor amarela, está relacionada com estresse físico ou psicológico.

  • jornadas de trabalho prolongadas;
  • esforços repetitivos;
  • postura inadequada;
  • levantamento de peso etc.

Riscos de acidentes

A quinta classificação é marcada pela cor azul e está em riscos de acidentes. Neste grupo, estão:

  • arranjo físico inadequado;
  • máquinas e equipamentos desprotegidos;
  • iluminação inapropriada;
  • eletricidade;
  • probabilidade de incêndio e explosão;
  • animais peçonhentos;
  • circunstâncias que podem provocar acidentes, etc.

Fonte: Segurança e Saúde no Trabalho em Ambientes da Saúde – Ministério do Trabalho (Portaria n° 485, de 11 de novembro de 2005).

Quais são as áreas de risco?

Como já se sabe, os hospitais possuem áreas de grande risco aos funcionários e pacientes. É necessário conhecer cada área para precaver e evitar algumas ocorrências.

De acordo com a Anvisa, as áreas hospitalares podem ser divididas como críticas, semicríticas e não críticas.

  1. críticas: área onde encontra-se um risco em desenvolver infecções relacionadas à assistência, seja pela execução de processos envolvendo artigos críticos e material biológico.
  2. semicrítica: área de baixo risco para infecções relacionadas à execução de processos envolvendo realização de atividades assistenciais.
  3. não crítica: área em que o perigo é mínimo ou inexistente.

Quais são as práticas adotadas em laboratórios?

As ações de biossegurança adotadas em laboratórios visam proteger os funcionários, o meio ambiente e a comunidade.

Por isso, é importante que os profissionais recebam treinamentos sobre técnicas que devem ser adotadas para manter o ambiente seguro.

A biossegurança é uma responsabilidade individual! Entretanto, cabe aos gestores hospitalares garantir um local seguro para a plena execução de todas as atividades.

Existem algumas normas gerais de biossegurança mais direcionadas a ambientes laboratoriais. São elas:

  1. descartar todo o material perfurocortante, contaminado ou não, nos coletores de descarte;
  2. nunca reencapar agulhas! De cada 10 acidentes que ocorrem, 3 são por reencapamento de agulhas;
  3. sempre utilizar equipamentos de proteção individual, como touca, óculos, luvas, máscaras, avental ou capote;
  4. nunca usar calçados abertos no ambiente de trabalho;
  5. ao transportar tubos de ensaio ou seringas contendo material biológico pelos corredores, nunca os levar na mão.

Além destas, outras normas podem ser aplicadas para garantir proteção e qualidade à sua instituição.

Partiremos agora para os resíduos sólidos, mas antes é importante conhecermos o CONAMA.

O que é o CONAMA?

CONAMA é o conselho nacional do meio ambiente. É ele quem auxilia, estuda e sugere ao governo medidas para exploração e preservação dos recursos naturais.

Você pode saber mais sobre o CONAMA, clicando aqui!

Dentre suas principais funções, o CONAMA determina a necessidade da realização de estudos sobre alternativas de possíveis consequências ambientais.

O que é o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos no Ambiente da Saúde – PGRSS?

Apesar de ser um ponto importante, até 2006, o país ainda não contava com uma lei que organizasse a gestão de resíduos sólidos.

O plano estabelece um conjunto de procedimentos que minimizem a produção de resíduos e também os encaminha para o local apropriado.

Isso garante proteção aos trabalhadores, preservação da saúde e recursos naturais. (Resoluções RDC ANVISA nº 306/04 e CONAMA nº 358/05).

Fonte: Ministério da Saúde

Os resíduos são classificados de acordo com a  Resolução RDC nº 33/03 como:

  • grupo A (potencialmente infectantes): agentes biológicos presentes em materiais de maneira que apresentem risco de infecção;
  • grupo B (químicos): materiais que contenham substâncias químicas capazes de causar risco à saúde ou ao meio ambiente, independente de suas características inflamáveis;
  • grupo C (rejeitos radioativos): são os materiais que contém radioatividade em carga acima do padrão e que não podem ser reutilizados.
  • grupo D (resíduos comuns): qualquer lixo que não tenha sido contaminado ou possa provocar acidentes, como gesso, luvas, materiais passíveis de reciclagem e papéis;
  • grupo E (perfurocortantes): objetos e instrumentos que possam furar ou cortar, como lâminas, bisturis, agulhas e ampolas de vidro.

Depois de entender a classificação de cada grupo, passaremos para outro gargalo encontrado pelas instituições com relação à biossegurança.

Os desafios na adoção de normas de biossegurança

Grande parte dos incidentes em instituições de saúde ocorre pelo comportamento inadequado dos profissionais. Um exemplo é a higienização incorreta das mãos, que pode ser a porta de entrada para inúmeras infecções e doenças.

Outro desafio comum nas instituições é a falta de disseminação da informação para todos os setores. Isso se dá pela carência de profissionais para implantar projetos de biossegurança na área de saúde.

Isso implica também na falta de adequação de infraestrutura e Equipamento de Proteção Individual (EPI). Estes equipamentos englobam todos os produtos responsáveis por proteger cada trabalhador individualmente.

Além de minimizar os riscos ambientais, os EPIs evitam as doenças ocupacionais, acidentes, e promovem o bem-estar do profissional. Materiais como os que falaremos a seguir, são considerados equipamentos de proteção individual:

  • jaleco;
  • luvas de proteção;
  • máscaras de proteção;
  • óculos de proteção.

Esses materiais oferecem proteção contra:

  • respingos de materiais biológicos e substâncias reagentes;
  • contato com matérias irritantes, contaminantes, tóxicas ou corrosivas;
  • aspiração de gases e substâncias tóxicas que podem comprometer o aparelho respiratório;
  • inalação de agentes infecciosos e vapores intoxicantes.

Percebe a importância de uma boa equipe de gestão hospitalar? É ela que irá frequentemente fiscalizar se os colaboradores estão fazendo uso correto dos equipamentos de proteção.

Quais são as consequências do descuido hospitalar?

Se procurar na internet sobre problemas de biossegurança, você perceberá como um “pequeno erro” afetou gravemente várias pessoas.

Esses incidentes geralmente ocorrem durante o desenvolvimento das atividades dos profissionais de saúde e são considerados acidentes de trabalho.

O Acidente de trabalho

Sabemos que há uma ampla definição para o termo “acidente de trabalho”. Portanto, para começarmos a explicar este conceito, recorremos à definição jurídica.

Conforme o art. 19 da Lei nº 8.213/91,

“Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.”

Ou seja: Tudo o que acontece com o profissional durante a realização do serviço e provoca problemas ao mesmo é considerado acidente de trabalho. Além deste conceito inicial de acidente de trabalho típico, existem outros dois, são eles:

O que fazer em caso de acidente de trabalho?

Nesses casos, as primeiras medidas a serem tomadas pelos profissionais que foram lesados (seja pelo ambiente ou pela exposição a fatores de risco químico, por exemplo) é entrar na justiça.

No entanto, quando o acidente envolve material biológico, as medidas mais urgentes a serem tomadas são no próprio ambiente. O ato de desinfetar o local diminuirá o risco de contaminação.

A falta de dados mais elaborados sobre os acidentes de trabalho ou com envolvimento de material biológico no Brasil dificulta o conhecimento aprofundado da situação. Entretanto, ainda é possível recordarmos de um fato que aconteceu por descuido com as normas de Biossegurança.

Qual a Importância da biossegurança hospitalar

A biossegurança é a aplicação de medidas que proporcione segurança tanto aos profissionais de saúde, quanto aos pacientes.

Devido à grande responsabilidade das instituições, é essencial que elas garantam que os usuários não estejam sujeitos a riscos físicos no ambiente hospitalar.

Você se lembra do Césio 137?

O acidente aconteceu em Goiânia no dia 13 de setembro de 1987.

Um aparelho de radioterapia foi descartado de maneira incorreta e acabou sendo encontrado por pessoas que não sabiam do que se tratava. Essas pessoas, mantiveram em mãos por muito tempo, um perigoso material radioativo.

Esse acontecimento causou grandes consequências a população, que ficou exposta à radiação liberada pelo aparelho. O Césio 137 ficou conhecido como um dos maiores acidentes radiológicos.

Uma atitude pequena que afetou milhares de pessoas, assim como citamos anteriormente quando falamos sobre as medidas de biossegurança. Por esses e outros motivos, a existência da biossegurança é vital para o bom funcionamento da área da saúde.

O que a biossegurança tem a ver com a CM Tecnologia?

Mesmo com todo o cuidado exercido pelos profissionais de biossegurança e instruções dadas aos médicos com relação aos pacientes, podem acontecer alguns problemas.

Confira um exemplo prático para entendermos melhor essa situação:

Suponhamos que uma pessoa esteja com sintomas de qualquer doença de fácil contágio. Ao se sentir mal, a pessoa busca auxílio médico na clínica mais próxima. No entanto, ao chegar no hospital ela tem de ficar horas esperando em um local fechado com a ventilação de ar condicionado. Qual é a chance de outras pessoas também contraírem a mesma doença deste paciente?

É por isso que a CM Tecnologia investe na automação da jornada do paciente, entre outras coisas, ela:

  • evita que esse tipo de contágio aconteça;
  • facilita a vida dos pacientes e dos profissionais da saúde.

Com a automatização da jornada do paciente, todo o processo acontece de maneira mais rápida e simples. O que já significam vantagens para paciente e hospital que poderá:

  • reduzir custos;
  • possuir mais agendamentos em um período menor de tempo;
  • diminuir o risco de contaminação de outras pessoas que estariam perto do paciente infectado.

Com relação aos ganhos para o paciente, podemos considerar que ele terá, entre outras coisas:

Os riscos físicos no ambiente hospitalar por muitas vezes são inevitáveis, principalmente por se tratar de unidades de saúde. Mas existem maneiras eficientes de usar a tecnologia a seu favor para se prevenir contra essas ameaças.

Fique ligado nos canais da CM Tecnologia para mais dicas e conteúdos sobre a gestão da sua instituição de saúde!

métricas-gestão-hospitalar

Como avanços tecnológicos na saúde revolucionam o mercado healthcare?

Não é novidade que os avanços tecnológicos na saúde têm impactado diretamente as instituições do ramo. Hoje, é possível perceber suas potencialidades nos processos de organização, melhorias de segurança, processamento de informações e na própria prática médica dentro de hospitais e clínicas, por meio do suporte com equipamentos e sistemas facilitadores do diagnóstico e do atendimento.

A nível social, esses impactos também podem ser percebidos claramente, já que a sociedade vem tendo acesso a atendimentos mais ágeis e assertivos tanto nas instituições privadas quanto no sistema público.

Como sabemos que falar de tecnologia e saúde é discutir um tema difícil de se esgotar, no post abaixo, separamos algumas novidades tecnológicas que estão transformando as relações na área. Continue lendo para descobri-las!

O que há de novo

Internet industrial na saúde

A tecnologia está em constante evolução. Passamos atualmente pela quarta ruptura industrial, conhecida popularmente como Indústria 4.0.

No Brasil, as empresas investem em desenvolvimento tecnológico e aplicam esses recursos em seu processo de produção.

Neste contexto, nasce o conceito de Internet Industrial. Unindo máquinas inteligentes, análises computacionais e trabalho colaborativo, esse novo modelo de uso do tecnológico integra pessoas e gera mudanças operacionais.

Para entender melhor a essência deste termo, pode-se destrinchar os seguintes elementos:

  • máquinas inteligentes: conectadas por redes de internet, sensores, controles e aplicativos de software avançados;
  • análises avançadas: que utilizam algoritmos preditivos, automação e dados avançados da ciência;
  • conexão de pessoas: conectar pessoas em qualquer lugar e a qualquer momento para troca de informações e promoção de projetos.

Esse novo cenário une tecnologias na saúde como a inteligência artificial, a computação em nuvem, o Big Data e também a internet das coisas (IoT). Essa junção permite conexão e comunicação entre máquinas, dispositivos e pessoas.

Telemedicina

Telemedicina é o uso de TI e telecomunicações para fornecimento de informação e atenção médica a pacientes e também outros profissionais de saúde à distância.

O objetivo é que a distância deixe de ser um problema para o atendimento de pacientes, trazendo agilidade e eficiência ao trabalho das instituições de saúde.

Este recurso permite acesso às informações e à assistência primária em saúde mesmo em populações que habitam locais afastados dos grandes centros e com pouca infraestrutura.

Os atendimentos à distância podem ser realizados via internet, em plataformas online de teleconferência, por exemplo.

Outros meios de comunicação utilizados podem ser os telefones fixos, celulares, tablets ou robôs. Em alguns países, como os EUA, a telemedicina já começa a ser aplicada na área de saúde.

Inclusive, lá existe um órgão regulador da prática. Chamado de American Telemedicine Association (Associação Americana de Telemedicina, em tradução livre), tem reconhecimento do Conselho Federal de Medicina.

Embora seja um recurso muito recente, alguns hospitais e instituições de Saúde iniciaram a utilização da tecnologia para tratamentos e troca de informações. Alguns exemplos da telemedicina são análises de exames de prevenção contra as doenças crônicas da terceira idade, além de outros tratamentos que teriam um custo muito elevado sem a telemedicina.

Softwares Integrados

Outro avanço tecnológico na área da saúde é a possibilidade de integração de novos softwares. A integração ocorre quando dois ou mais produtos processam e analisam um mesmo banco de dados, proporcionando uma visão unificada para a gestão.

As vantagens dessa integração se dá pela segurança dos dados e otimização do atendimento, já que não ocorre perda de dados e os processos tornam-se mais ágeis. Desta forma, há uma elevação na qualidade do serviço prestado pela instituição devido à redução do tempo médio de atendimento (TMA) e da humanização das relações entre profissionais e usuários.

Com as inúmeras opções disponíveis, é preciso priorizar as necessidades da instituição na hora de escolher os melhores softwares e ferramentas. Uma pesquisa comparativa revelará qual o sistema que melhor se adequa à realidade da organização.

Avanços tecnológicos na saúde: como avaliar e implantá-los?

Como apresentado, o setor da saúde dispõe de diversas inovações tecnológicas. Entretanto, quando os recursos econômicos são limitados, saber como aplicá-las é um desafio. Desta forma, tornou-se necessário criar um método de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS).

A ATS é uma metodologia que investiga as consequências clínicas, econômicas e sociais decorrentes da aplicação de tecnologias na área da saúde. Os aspectos levados em consideração na análise são: eficácia, efetividade, segurança e custos.

Com os resultados da pesquisa, gestores de instituições de saúde e demais organizações ficam providos de informações para tomar decisões coerentes e racionais quanto à implementação de novas tecnologias.

Os benefícios da Avaliação de Tecnologias em Saúde são diversos!

Nos aspectos gerencial e econômico, são percebidas a otimização dos recursos da instituição e a contenção de gastos desnecessários. Outro aspecto é o ganho em humanização dos atendimentos, oferecendo uma escuta qualificada e tratamentos personalizados.

Antes da implantação de uma nova tecnologia, a instituição deve realizar um planejamento cauteloso, abrangendo ações relacionadas a todas as áreas e pessoas que serão afetadas.

Na hora de introduzir a tecnologia, é importante se atentar a:

  • revisão de processos;
  • treinamentos;
  • comunicação clara entre setores e membros da equipe.

O primeiro passo de uma instituição para acompanhar os avanços tecnológicos na saúde pode ser por meio da agenda online. Veja o vídeo tutorial e entenda como essa solução funciona para hospitais e clínicas.

Sobre o autor:

Felipe Lourenço é especialista em Informática e Gestão em Saúde pela Universidade de São Paulo (USP). É co-founder & CEO do iClinic, um software online de gestão que organiza as informações de clínicas e consultórios de maneira simples e intuitiva, tornando os processos mais inteligentes e produtivos.

Tratamento humanizado: Entenda sua importância

O termo tratamento humanizado tornou-se, para algumas pessoas, uma espécie de clichê na área de saúde. Infelizmente, muito se fala e pouco se pratica. Para reconhecer se o serviço da instituição de saúde está sendo prestado de acordo com esses valores, é preciso, antes de tudo, entender o que isso significa.

O paciente que procura pelo acolhimento hospitalar está sofrendo com algum mal estar ou doença. Portanto, está em um momento delicado, e a forma como será recebido no estabelecimento de saúde fará toda a diferença.

A fim de melhorar esse processo, foi criado pelo Ministério da Saúde, no ano 2000, o Projeto de Humanização Hospitalar. O intuito é promover uma nova cultura de atendimento que apoie a melhoria na qualidade e eficiência dos serviços prestados.

Importância do tratamento humanizado

É a integração entre usuários e colaboradores que estabelece os vínculos necessários para o sucesso dos tratamentos. Portanto, a humanização é essencial para garantir que os processos sejam feitos da melhor maneira possível.

Para compreender melhor a importância de humanizar o atendimento, basta considerar que o paciente não busca apenas a solução de um problema de saúde, mas também alívio e conforto pessoal.

Assim, é preciso considerar necessidades existenciais, atender com solidariedade e acalentar quem procura pelo serviço.

Reconhecimento de um atendimento do tipo

Quando há a fragilização da saúde, a pessoa passa por diversas emoções e situações inesperadas. Nem sempre o paciente está preparado para lidar com isso, portanto, receber um tratamento humanizado será de suma importância.

A confiança que se deposita no atendimento depende da adesão e segurança à equipe de saúde. Para saber quando a instituição adota medidas que visam o cuidado mais humano com o usuário, é importante observar a integralidade entre técnica e qualidade.

O atendimento humanizado acontece quando há:

  • ética profissional;
  • tratamento individualizado;
  • cuidado realizado com empatia, atenção e acolhimento integral;
  • escuta atenta e diferenciada, com olhar sensível para as questões humanas;
  • respeito à intimidade e às diferenças;
  • comunicação eficiente que permite a troca de informações;
  • confiança, segurança e apoio;
  • infraestrutura adequada.

Benefícios da humanização do atendimento

De acordo com o Ministério da Saúde, a humanização deve permanecer como uma diretriz transversal que favoreça a troca de saberes, diálogo entre profissionais, trabalho em equipe e consideração aos desejos e interesses dos diferentes protagonistas do campo da saúde.

Oferecer uma assistência mais humana implica no aumento do grau de corresponsabilidade na produção de saúde, a ssim como exige mudanças na cultura de atenção aos pacientes e gestão dos processos de trabalho.

Existem vários benefícios na implantação do atendimento humanizado, dentre os quais destacam-se:

  • memorabilidade (facilidade de ser lembrado pelo paciente);
  • benefícios para todos os envolvidos, inclusive colaboradores;
  • maior eficácia no cuidado ao paciente;
  • forte relação com a ética;
  • fidelização, facilidade em ganhar a confiança do paciente.

Abaixo estão listados alguns dos motivos que reforçam a importância de se adotar um atendimento mais humanizado. Confira:

Favorece a memória afetiva dos pacientes

Dialogar com o paciente é uma premissa básica para realizar um atendimento eficiente. Infelizmente, alguns profissionais não têm isso como prioridade e padronizam seus acolhimentos.

Obviamente, é impossível se lembrar de cada paciente ou cada registro de seu quadro clínico. Entretanto, não custa manter essas informações à mão para estreitar as relações e fazer com que o usuário se sinta bem recebido na instituição.

Muitas vezes, só de ser ouvida, a pessoa já se sente mais aliviada, o que faz com que o tratamento flua de forma tranquila. Isso também coopera para que o o nível de confiança em relação ao hospital aumente.

Para óbvio mencionar que o afeto é algo que fideliza pacientes, já que, quando o indivíduo precisar voltar a uma unidade de saúde, ele se lembrará do tratamento recebido.

Melhora as condições de trabalho dos colaboradores

Não faz sentido ser delicado com o paciente e tratar os funcionários de forma indiferente ou grosseira. Geralmente, as instituições que optam pela humanização do atendimento internalizam essa forma de trato com a equipe, conseguindo ter um processo mais íntegro e coeso.

Isso provoca uma relação de confiança entre os colaboradores, que se materializa no ganho de produtividade e queda na rotatividade dos funcionários.

Quando o acolhimento é humanizado, todo mundo sai ganhando: a equipe, o paciente, o médico e a instituição.

Contribui para a eficácia do cuidado com o paciente

O tratamento humanizado, com foco nas reais necessidades do paciente, contribui de forma determinante para acelerar o processo de cura.

Isso acontece devido à influência psicológica existente numa situação delicada. Pacientes que são atendidos de maneira humanizada têm mais confiança na equipe e nos tratamentos, além de responderem melhor aos recursos clínicos.

Influencia na ética clínica

A humanização é um pré-requisito básico para qualquer instituição que almeja o sucesso. Para que o cuidado seja efetivo e traga resultados, é necessário ouvir, conversar, entender os hábitos e o histórico dos pacientes.

A ética está totalmente relacionada ao uso de recursos que estão de acordo com a situação e a necessidade de cada indivíduo. Sem desrespeitar seus limites, mas buscando a proximidade e a confiança no e com o paciente.

Oferece confiabilidade

Se o paciente for bem atendido e sair satisfeito, a chance de retorno no futuro é muito maior. Com a satisfação, abrem-se portas para as possibilidades de indicação a outras pessoas que também precisam.

Qualquer outra demanda por atendimento que surgir, o primeiro lugar que ele procurará é a instituição que o atendeu bem. Quem atende de forma humanizada contempla todas as etapas da jornada do paciente com olhar acolhedor e atitude positiva.

Isso gera bons resultados para a instituição, aumentando a satisfação do paciente e o volume de indicações.

Aplicação no cotidiano da unidade de saúde

O PNHAH traz orientações básicas e parâmetros para dar andamento à humanização do atendimento, tendo por finalidade promover mudanças na cultura de acolhimento de saúde no Brasil. Algumas das dicas são:

Capacite a equipe de trabalho

Estabelecer metas, objetivos e desafios para a equipe ajuda a humanizar o atendimento. Em relação aos pacientes, é necessário ter atenção especial com alguns, já que não são todos os que conseguem se expressar claramente.

Tenha uma boa comunicação

É importante que a comunicação com o paciente seja feita de maneira aberta, clara e verdadeira. Evitar o linguajar técnico é uma boa dica, já que isso foge da realidade da maioria dos usuários.

Use a tecnologia

Ferramentas como prontuário eletrônico e agendamento on-line permitem que os colaboradores foquem seus esforços na melhora do atendimento. Assim, o acolhimento se torna mais ágil.

Considerações sobre o atendimento humanizado

A humanização hospitalar tem como meta fazer com que todos saibam quem são os profissionais que cuidam de sua saúde. Por isso, as unidades do ramo devem garantir os direitos do usuário e possibilitar o acompanhamento por seus familiares.

Além disso, deve haver redução de filas com avaliação de riscos e agilidade no acolhimento. Assim, as unidades de saúde devem garantir a gestão participativa aos seus trabalhadores e usuários.

Tais princípios certamente cooperam para a melhoria nas estratégias gerais e a participação da sociedade, o que gera um consequente aprimoramento de resultados.

Desenvolver o lado humano vem para confrontar o desgaste das relações, devido à mecanização do atendimento e à construção de barreiras para evitar aproximações afetivas.

Tudo isso implica em um conjunto de atividades que objetivam compreender todas as vertentes que influenciam o sucesso da terapia. Assim, é preciso atender às necessidades existenciais do paciente e colocar-se no lugar dele.

Ao adotar esse modelo de acolhimento, considera-se não somente a doença e suas complicações clínicas, mas também como a enfermidade impacta o paciente (ou seja, envolve questões psicológicas e ambientais). Aqui, o indivíduo é também participante ativo sobre as decisões de seu tratamento.

O tom de voz, os gestos e o olhar da equipe dizem muito nesse momento, além do acesso à informação, que é um ponto de destaque. Além daquele que é atendido, cada etapa pela qual o paciente passa deve ser devidamente informada a ele ou seus familiares.

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O que é big data e como funciona?

Big data é um conjunto massivo de dados utilizados para auxiliar instituições em tomadas de decisões. No setor da saúde, não é fundamental somente possuir uma grande quantidade de dados, mas saber fazer um bom uso destas informações. Afinal, quando se trata de pessoas, tudo deve ser feito com uma enorme precisão.

Ao longo deste post, vamos explicar detalhadamente o que é o big data, como utilizá-lo e seu impacto no setor da saúde.Confira!

Surgimento do big data

Apesar de novo, o termo “big data” — ato de coletar e armazenar grandes quantidades de informações para análises eventuais — é muito antigo. Esta definição ganhou visibilidade após a articulação do analista Doug laney em dividi-lo em três Vs:

  • volume: Coleta de dados utilizando diversas fontes, transações financeiras, mídias sociais e informações de sensores ou dados transmitidos de máquina para máquina. No passado, armazená-los teria sido um problema, mas novas tecnologias, como o Hadoop, melhoraram consideravelmente esta realidade;
  • velocidade: Os dados são compartilhados em tempo hábil priorizando a velocidade. Sensores e medições inteligentes impulsionam os dados praticamente em tempo real;
  • variedade: Dados são gerados em inúmeros formatos — desde estruturados (numéricos, em databases tradicionais) a não-estruturados (documentos de texto, e-mail, vídeo, áudio, cotações da bolsa e transações financeiras).

Importância

A relevância do big data  — como ressaltado no início do post — não tem a ver somente com a quantidade de dados que você possui, mas o que você faz com eles. Você pode obter informações de várias fontes e analisá-las para encontrar respostas que permitem:

1) reduzir custos;

2) economizar tempo;

3) tomar decisões mais inteligentes.

Quando você combina big data com inteligência analítica de alta performance, você pode realizar tarefas corporativas como:

  • determinar a causa de falhas, problemas e defeitos quase que em tempo real;
  • detectar comportamentos fraudulentos antes que eles afetem sua organização.

Funcionamento do big data

O primeiro passo para saber como o big data pode contribuir com a sua instituição é buscar entender a origem dos dados. As fontes do big data geralmente se encaixam em uma destas três categorias abaixo:

Transmissão de dados

Deste grupo fazem parte os dados que chegam nos sistemas de TI da unidade que partem de uma rede de dispositivos conectados. Você pode analisá-los no momento em que chegam e tomar decisões sobre quais dados manter, quais não manter e quais requerem uma análise mais aprofundada.

Redes sociais

Os dados por meio de mídias em geral são um conjunto cada vez mais atraente de informações, principalmente para o setor de marketing, vendas e suporte. Normalmente a forma como são capturados representa um desafio para seu consumo e análise, pois eles são dados não-estruturados, ou seja eles não podem ser organizados em linhas e colunas por exemplo.

Fontes públicas

Volumes de dados massivos estão em canais públicos como o dados.gov.br do governo brasileiro, o World Factbook da CIA ou o Portal de Dados Abertos da União Europeia.

Formas de armazenar e gerenciar os dados

Houve um tempo em que o aumento de estratégias para armazenamento dos dados impactou financeiramente as instituições de saúde. No entanto, hoje existem opções de baixo custo de acordo com a necessidade de cada negócio.

Número de análise

Dificilmente as organizações excluem dados em suas análises, o que só é possível graças às tecnologias de alta performance do século XXI, como computação em grid ou inteligência analítica in-memory. Uma ótima estratégia também é determinar antecipadamente quais dados são relevantes antes de analisá-los.

Manuseamento de dados

Para fazer o big data trabalhar a favor do seu negócio, é necessário adotar tecnologias que o ajudarão a tirar o melhor proveito dele e de suas análises.

  • armazenamento barato e abundante;
  • processadores mais rápidos;
  • plataformas de big data open source distribuídas e acessíveis, como o Hadoop;
  • processamento paralelo, clusterização, MPP, virtualização, grandes ambientes de grid, alta conectividade e altas taxas de transferência;
  • computação em nuvem e outros arranjos de alocação flexíveis de recursos.

Big Data na saúde

O auxílio tecnológico na gestão de um hospital é fundamental para oferecer serviços de qualidade aos pacientes e, como ressaltado ao longo do texto, existem inúmeras vantagens quando assunto é big data na saúde. Dentre elas está a possibilidade de identificar quais são de fato as necessidades dos usuários.

Vale lembrar que o bem estar dos pacientes deve ser sempre uma prioridade ao gerir um hospital. Por isso, procure estabelecer estratégias para atraí-los à instituição e proporcionar uma jornada agradável a todos.

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Tecnologia e saúde: entenda o futuro da medicina

Atualmente, parece impossível mencionar qualquer campo da vida social que não foi afetado pelos recursos tecnológicos. A cada inovação, setores como o comercial, a educação e o lazer parecem ganhar novos significados graças às potencialidades do virtual, que facilitou (e muito!) nossas rotinas. A relação entre tecnologia e saúde também não pode ser ignorada: sua junção tem afetado positivamente a administração hospitalar.

Os avanços das estudos em tecnologia impactam todos os processos de uma clínica, desde a comunicação até a coleta de informações. Quer um exemplo? Segundo o Saúde Business, atualmente, existem 9 mil aplicativos médicos e 60 milhões de pessoas usam redes sociais para pesquisar saúde.

As melhorias tecnológicas são significativas, proporcionando segurança ao paciente e ao profissional de saúde ao gerir custos e melhorar a produtividade. Ficou curioso para entender de que outras formas os recursos tecnológicos impactam no dia a dia das clínicas e hospitais? Confira abaixo esse conteúdo que separamos para você!

Tecnologia e saúde: quais as aplicações?

Software médico

Os profissionais da área da saúde estão em constante busca por praticidade e inovação. A grande quantidade de papéis, relatórios financeiros e agendas dos pacientes estão sendo substituídos por sistemas mais informatizados e seguros.

Dessa forma, os colaboradores não precisam gastar muito tempo com anotações manuais, conseguindo também acessar informações de qualquer lugar. Somado a isso, outros benefícios da utilização de sistemas de gestão para clínicas são diversos, como:

  • garantia de segurança dos dados – as informações são criptografadas e apenas o profissional tem acesso aos dados;
  • otimização do atendimento – não há necessidade de buscar prontuários de papel, evitando a perda de dados e informações dos pacientes;
  • melhora na qualidade do atendimento – além de aumentar a interação médico-paciente, há acesso de toda evolução do quadro clínico;
  • humanização do atendimento – há um acompanhamento mais próximo do paciente;
  • praticidade no agendamento de consultas e redução de faltas – tudo com a possibilidade de confirmação por SMS ou e-mail;
  • redução de custos e melhor gestão financeira – através de relatórios de controle de entradas e saídas da clínica.

Nessa mesma linha, o mercado apresenta diversas opções, e escolher a melhor pode ser um processo um pouco difícil. Para facilitar a escolha do melhor sistema para sua clínica, confira aqui algumas dicas importantes.

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Foto: União entre tecnologia e saúde impacta positivamente o setor médico.

Agendamento online

Uma tecnologia que tem se tornado uma ferramenta essencial para o dia a dia dos médicos é o agendamento online. Além do valor para as instituições de saúde, proporciona mais praticidade na marcação de consultas pelos pacientes.

Existem muitas vantagens no uso dessa tecnologia. Confira algumas abaixo:

  • maior atração de novos pacientes pela facilidade de encontrar a clínica ou a instituição de saúde na internet;
  • maior flexibilidade para os pacientes pela possibilidade de realizarem o agendamento de onde eles estiverem;
  • redução da taxa de faltas, já que o profissional da área da saúde tem maior controle dos seus agendamentos.

Realidade Virtual

A realidade virtual é outro avanço da tecnologia que proporciona um impacto significativo na melhoria da saúde. Muitos estudos estão sendo desenvolvidos e os resultados são bastante impressionantes. principalmente no diagnóstico e tratamento dos pacientes.

Confira alguns exemplos de como a realidade virtual tem sido aplicada até o momento:

  • terapia exposta – o paciente é exposto, virtualmente, a situações tensas, como a claustrofobia. O objetivo é realizar um treinamento e auxiliar o tratamento desses pacientes de maneira segura;
  • treino cirúrgico – nesta técnica os profissionais, durante sua formação, passam por um treinamento sem oferecer riscos aos pacientes. Atualmente, esse processo é feito com cadáveres, seguido da participação em uma cirurgia efetiva, auxiliando médicos experientes.

Aplicativos médicos

É inevitável a busca dos pacientes por informações sobre doenças, diagnóstico e tratamentos na internet. Segundo uma pesquisa do Instituto Ipsos e à London School of Economics, oito em cada dez brasileiros usam a internet para buscar informações sobre sua saúde.

Apesar de o médico orientar os pacientes sobre os riscos dessa busca, é comum a procura por informações pelo paciente.

Pensando nisso, alguns aplicativos surgiram no mercado para aliar tecnologia e saúde de uma forma mais saudável. É importante reforçar que os aplicativos médicos não podem substituir o profissional da saúde.

Redes sociais e comunicação

A comunicação on-line mudou a sociedade. Hoje, estamos conectados praticamente o tempo inteiro, seja por meio do computador, celular, tablet ou outros tipos de dispositivos.

A influência da tecnologia também atingiu a área da saúde, impactando a relação médico e paciente. Com isso, há maior necessidade de interação com o profissional da área e novas formas de comunicação e marcação de consulta.

Um exemplo disso é o uso do whatsapp para divulgar informações ou conversar com um paciente sobre seu tratamento.

As redes sociais chegaram para ficar e a sua importância tem aumentado a cada dia. Por isso, não fique para trás e saiba tudo o que você pode realizar e divulgar por esse canal. E fique sempre atento com as regras do CFM sobre marketing médico.

Como visto acima, existem inúmeros avanços na tecnologia e todos trazem diversas melhorias para o setor médico. Mas, para gerir uma instituição do ramo de maneira eficiente, é preciso ajustar as métricas aos seus objetivos.

Quer saber mais sobre o tema? Confira aqui todas as métricas essenciais de acompanhamento para a gestão na área da saúde. E impulsione cada vez mais o sucesso da sua instituição!

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Sobre o autor:

Felipe Lourenço é especialista em Informática e Gestão em Saúde pela Universidade de São Paulo (USP). É co-founder & CEO do iClinic, um software online de gestão que organiza as informações de clínicas e consultórios de maneira simples e intuitiva, tornando os processos mais inteligentes e produtivos.

Inteligência artificial: O que é, como funciona e qual a importância?

De forma geral, entende-se por inteligência artificial (IA) o ramo da ciência da computação que torna possível máquinas aprenderem a performar como seres humanos. Embora esse novo modo de operar recursos tecnológicos pareça longe da realidade, é possível visualizá-lo em atividades simples do cotidiano, como, por exemplo, um computador que é mestre em xadrez.

Para entender essa novidade, é importante conhecer sua história, aplicação e importância nas instituições de saúde. Confira o post abaixo e esclareça todas as suas dúvidas!

Um breve histórico da Inteligência artificial

A história da inteligência artificial está, obviamente, relacionada com a própria história da computação. Alan Turing, matemático conhecido como um dos desenvolvedores, foi um pioneiro nesta área.

Em 1956, no campus do Dartmouth College, foi fundado o primeiro campo de pesquisa em inteligência artificial, nomeado como “a ciência e engenharia de produzir máquinas inteligentes”.

Aos poucos, diversas definições de IA foram estabelecidas. A teoria existia mas, para colocar em prática, faltava poder de processamento. Em 1997, pela primeira vez na história, um computador (Deep Blue, da IBM) venceu Garry Kasparov, o melhor jogador de xadrez de todos os tempos na época.

Apesar do computador Deep Blue precisar utilizar força bruta para analisar todas as possibilidades de cada jogada, aos poucos, o processamento foi melhorando. E, levando em conta o alto grau de complexidade, é possível afirmar que este foi um marco na história da Inteligência Artificial.

Importância da AI

Entre os inúmeros motivos para se implantar a inteligência artificial em uma instituição de saúde, alguns parecem se destacar. Para não perder o costume, os ressaltamos abaixo:

A inteligência artificial automatiza dados

A IA realiza atividades regulares, volumosas e computadorizadas de forma segura e sem nenhum tipo de esgotamento. Para esta automação, a interferência humana ainda é essencial na configuração do sistema e para determinar alguns parâmetros.

Precisão de informações no setor da saúde

Na área médica, técnicas de IA, reconhecem tanto imagens como objetos. Atualmente pode ser usada para encontrar cânceres em ressonâncias com a mesma precisão de radiologistas bem treinados.

A IA obtém o máximo dos dados

Possuir uma base de dados qualificada em um mercado de alta competitividade é um enorme diferencial. Mesmo que seus concorrentes apliquem técnicas semelhantes a sua organização, ganha quem tiver o melhor banco de informação. E a Inteligência Artificial certamente pode fazer isso por você!

Funcionamento da AI na prática

O hardware é a parte física de uma máquina, o software é a parte lógica – ou o “cérebro”. A questão é: afinal, onde se localiza especificamente a inteligência artificial?

A resposta é: nos algoritmos, que por sua vez são uma sequência de instruções que orientam o funcionamento deste software que resultam em movimentos de um hardware. A lógica dos algoritmos é usada para criar regras complexas, para que possam resolver problemas sozinhos.

Exemplos de aplicação da Inteligência Artificial

Veja algumas aplicações práticas da IA:

Organizações

Por meio da Inteligência artificial, há equipamentos que fabricam e conferem os produtos sem precisarem ser operados por um humano.

Há também máquinas que criam e executam novos projetos por conta própria, ou seja, fazem um trabalho criativo sem qualquer tipo de limitação.

GPS

Percursos sugeridos pelo aplicativo Waze geralmente são caminhos corretos. E isso acontece porque o programa usa a inteligência artificial para interpretar dados fornecidos automaticamente por outros usuários sobre o tráfego nas vias.

Carros

A Uber e a própria Google desenvolvem carros autônomos, que não precisam de motorista para guiá-los. Esta tecnologia só é possível graças a uma combinação de diversas inovações e sensores que fornecem dados para os algoritmos orientarem os movimentos.

Atendimento ao usuário

A redução de custos com call center está cada vez mais frequente nas instituições, já que os sistemas inteligentes de autoatendimento estão ficando ainda mais eficientes para substituir atendentes humanos e estar à disposição de usuários 24 horas por dia.

Bancos

Instituições financeiras utilizam algoritmos para analisar dados do mercado, gerenciar finanças e se relacionar com seus clientes.

Direito

Tudo indica que escritórios de advocacia e departamentos jurídicos contarão com robôs para realizar, de forma mais rápida, precisa e acessível (do ponto de vista econômico) boa parte do que um advogado faz hoje.

Inteligência artificial é o futuro

A inteligência artificial é uma grande oportunidade para as unidades de saúde que pretendem se expandir na medicina. Novas tecnologias surgem para agregar na rotina de um hospital, com o tempo que será poupado em determinadas atividades o médico, por exemplo, poderá se dedicar ainda mais aos pacientes. Busque entender quais as necessidades da sua instituição hoje e procure ferramentas que agregam valor aos seus serviços.

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Lean Healthcare o que é e como funciona

Lean Healthcare é um agrupamento de metodologias que buscam melhorar ao máximo a jornada dos pacientes, reduzindo o desperdício nas operações e o tempo de espera do atendimento. Um exemplo é a implantação de protocolos de identificação do paciente, de segurança dos colaboradores, de organização de ferramentas no ambiente, etc.

O procedimento Lean Healthcare foi originado do sistema de linha de produção da Toyota: técnicas estruturadas de gestão, controle de estoque, diminuição de resíduos e aumento gradual da qualidade dos processos.

Internacionalmente, este gerenciamento iniciado na Toyota é muito utilizado na saúde, como, por exemplo, no Centro Médico Virginia Mason. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, particularmente, o Lean é cada dia mais implantado.

Se você quiser conhecer mais sobre esta estratégia que está ganhando notoriedade no mundo e no Brasil, é só continuar lendo este post!

Como o Lean Healthcare é aplicado?

Em instituições de saúde, este sistema de gestão é utilizado junto a outro processo estratégico de gerenciamento chamado Hoshin Kanri,  que precisa ser visualizado diariamente, para facilitar o entendimento dos profissionais do cenário atual da instituição e quais são as metas futuras.

A abordagem visual diária é um tempo retirado pela equipe para avaliar seus processos usando elementos-chave como as próprias tarefas executadas no dia a dia e gráficos disponíveis em pontos específicos da unidade.

Quais os princípios do Lean Healthcare?

  • o conceito de valor é definido a partir da ótica do paciente. No sistema de saúde, isso é observado no contato direto com o usuário, como no atendimento e em consultas e exames;
  • fluxo de valor para cada processo, eliminando os desperdícios. Nesse caso, os desperdícios são definidos como tudo aquilo que não agrega valor, como atrasos, filas de espera, liberação de exames, entre outros;
  • fluxo contínuo. Com uma projeção, os pacientes só devem parar sua movimentação dentro do sistema para atividades que agreguem valor, diretamente relacionadas ao seu atendimento.

Quais as principais estratégias deste método?

Nomenclaturas japonesas são utilizadas para definir as estratégias de implementação do Lean Healthcare. Abaixo, algumas atividades que os japoneses criaram para aperfeiçoar os procedimentos das organizações.

5s

A proposta do 5s, assim como algumas outras técnicas lean, é reduzir o desperdício de recursos e espaço de forma a aumentar a eficiência operacional.

Em meio a tantas ferramentas disponíveis no dia-a-dia de uma empresa, é necessário ordená-las, limpá-las, conservá-las ou mesmo jogar fora ou optar pela reciclagem quando chegar o momento.

Mapeamento de fluxo de valor (VSM)

Os mapas do fluxo de valor podem ser desenhados com o objetivo de demonstrar quais são as oportunidades de melhoria. Um mapa do estado futuro, por exemplo, indica quais as oportunidades de melhoria identificadas pelo mapa do estado atual para atingir um nível mais alto de desempenho mais para frente.

Em alguns casos, é bacana desenhar algum diagrama do estado ideal, mostrando possíveis melhorias pelo emprego de todos os métodos lean conhecidos, incluindo as ferramentas de tamanho certo e a compressão do fluxo de valor.

Kaban

O Kaban é um procedimento que possui o intuito de aumentar a eficiência da produção por meio da otimização de recursos. Neste sistema, utiliza-se cartões/post-its com cores e tamanhos diferentes para definir e descrever as tarefas que precisam ser feitas, que estão sendo feitas e as já concluídas.

Como avaliar os resultados do Lean Healthcare?

Para descobrir este resultado, é necessário unir dois resultados: os primários e os secundários.

Resultados primários:

  1. Resultados da melhoria dos processos de saúde: tempo de admissão, tempo de coleta, tempo de entrega, tempo de triagem, tempo para ver um médico, tempo de dispensa, tempo da sala de exame, número de visitas ao paciente, duração da estadia, taxa de alta, tempo de viagem do paciente, taxa de produto perto da falta, tempo de renovação, tempo de espera, etc.
  2. Resultados do paciente: satisfação do usuário, taxa de mortalidade, taxa de reingresso, entre outros.
  3. Resultados profissionais: satisfação dos colaboradores, tempo gasto com o paciente, acesso ao tempo do provedor e assim por diante.

Resultado secundários:

Qualquer efeito objetivo das seguintes estratégias: 5S, mapeamento de fluxo de valor, oficinas rápidas de melhoria de processos, oficinas básicas de Kaizens, 3P, etc.

Qual a sua importância?

O Lean Healthcare é uma técnica importante para instituições de saúde, pois ele auxilia diretamente a aumentar a segurança do paciente e torna a jornada dos usuários ainda mais satisfatória.

Vale lembrar que aperfeiçoar os processos pode fazer uma grande diferença no serviço final. Dessa forma, se sua entidade pretende fidelizar cada vez mais os pacientes e chamar atenção do mercado por sua qualidade, o Lean Healthcare é uma boa pedida. Que tal tentar?

Como atrair pacientes e evitar faltasALT

Por que investir em melhorias no atendimento para saúde?

Investir em melhorias no atendimento em saúde, é uma das principais formas que as clínicas possuem de demonstrar que estão realmente preocupadas com o bem-estar dos pacientes. Toda a estrutura da entidade, precisa estar alinhada com a imagem que deseja transmitir aos usuários. E colocar isso em prática, não é uma tarefa fácil, pois com toda a concorrência que existe no mercado de saúde atual, se diferenciar e fidelizar os pacientes demanda esforço e uma metodologia bem estruturada.

Pensando nisso, que iremos apresentar algumas maneiras de investir em uma assistência de qualidade.

Equipe qualificada

Nenhum recurso tecnológico é capaz de impactar tão positivamente os pacientes como uma equipe de qualidade. Quando uma pessoa procura seu consultório, certamente ela está em busca de um acolhimento instantâneo.

Em razão disso, é  preciso ter muito cuidado ao recrutar novos funcionários, todos os colaboradores devem atender os requisitos exigidos e estarem em busca de evoluir profissionalmente.

Além do mais, o gestor precisa identificar em sua equipe quais as habilidades de cada um, para não designar tarefas na qual o funcionário não possua aptidão. Os profissionais quando bem treinados, são capazes de agir em qualquer situação, seja em casos simples ou em casos mais críticos.

Atendimento humanizado

O atendimento humanizado é a habilidade dos especialistas em ouvir, aconselhar e respeitar as opiniões dos pacientes. Para ser considerado um atendimento humanizado requer certas ações, entre elas:

  • atendimento acolhedor e resolutivo baseado em critérios de risco;
  • tratamento físico baseado na ética moral;
  • garantia dos direitos do usuário;
  • transmissão de segurança e apoio.

O intuito em humanizar o atendimento é estabelecer uma boa relação com os usuários e proporcionar uma jornada mais agradável.

Pesquisas de satisfação

Analisar a opinião dos pacientes é indispensável, afinal a melhor pessoa para avaliar o seu serviço é quem o consome.

Os feedbacks possuem diversas maneiras de serem executados, a instituição pode disponibilizar formulários de pesquisa na recepção, ou ainda receber sugestões e reclamações por canais digitais, como redes sociais, site e e-mail.

É fundamental também averiguar quais os pontos são mais levantados pelos respondentes, assim é mais fácil selecionar quais precisam ser as primeiras melhorias.

Tecnologia e saúde

Sistemas eficientes estão a todo momento sendo desenvolvidos para auxiliarem os processos hospitalares, principalmente no setor de atendimento.

Para conseguir aproveitar tais recursos tecnológicos é necessário estar “aberto”, e entender que não é um mero gasto, e sim um investimento, que pode ser de curto, médio ou longo prazo.

Existem atualmente, por exemplo, plataformas virtuais destinadas ao usuário, que o torna gradativamente mais independente e participativo. Outro benefício também que vale a pena ser ressaltado, é a assertividade em exames preventivos.

Graças a tecnologia aliada à medicina, que hoje, mulheres de boa parte do mundo possuem acesso a exames que detectam um possível câncer de mama.

Segundo um estudo realizado durante 14 anos pela equipe médica do Hospital do Câncer de Barretos, as mortes após a implementação destes novos recursos diminuíram 42,85%.

Atendimento satisfatório

Para alcançar um atendimento satisfatório, é necessário que o paciente perceba o quão importante ele é para a instituição.

Como em qualquer relação, para um indivíduo perceber sua importância, não adianta apenas dizer, é necessário demonstrações, no caso das unidades de saúde, estas demonstrações estão agregadas diretamente aos procedimentos, dos mais simples, aos mais significativos.

Por isso, toda a equipe deve estar preparada para manusear ferramentas de inovação, a estrutura da entidade necessita ser impecável, a marcação de consultas ou exames têm que ser rápida e segura…

Aquele velho ditado que diz que a primeira impressão é a que fica, é comprovado, por isso, antes de praticar todas as melhorias acima, preocupa-se prioritariamente com a sua recepção e descubra como reduzir o tempo médio dos atendimentos.

A acreditação hospitalar e seus processos

A acreditação hospitalar é um procedimento de avaliação do nível de qualidade de uma instituição de saúde. Esta metodologia é uma espécie de certificação, assim como a ISO 9001—normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão—, entretanto específica para o campo da medicina.

Utilizando uma metodologia criada por iniciativa das instituições brasileiras, a acreditação hospitalar, segundo a Organização Nacional de Acreditação (ONA), tem como base três princípios fundamentais:

  • é voluntária, feito por escolha da organização de saúde;
  • é periódica, com avaliação das organizações para certificação e durante o período de validade do certificado;
  • é reservada, ou seja, as informações coletadas em cada organização de saúde no processo de avaliação não são divulgadas.

Este recursos buscam melhorar o gerenciamento da instituição e garantir uma assistência de qualidade, com segurança e eficiência. Por precisar cumprir várias exigências para ser “acreditada”, ao conquistar esse selo, consequentemente a entidade torna-se mais reconhecida no setor da saúde.

Objetivos da acreditação hospitalar

O objetivo central do processo de acreditação é proporcionar uma gestão mais organizada, com procedimentos estratégicos e competentes. Além disso, foca em:

Melhorar a administração

Todo o processo de acreditação estimula a organização de saúde a manter-se atualizada e, como consequência, mais preparada para alcançar resultados satisfatórios.

Segundo o manual da ONA (Organização Nacional de Acreditação), é necessário organizar uma metodologia didática com os funcionários de todos os cargos da instituição. Dessa forma, as metas e objetivos que a entidade deseja alcançar tornam-se mais claros para que facilmente consigam a certificação.

Aprimorar procedimentos

O sistema de acreditação também auxilia a desenvolver uma logística das informações geradas ao longo dos processos internos da unidade. Assim, posteriormente, há uma análise crítica do que foi documentado, com todas as evidências de melhorias geradas por meio da acreditação.

Entre os principais programas destacam-se:

  • Organização Nacional de Acreditação (ONA);
  • Joint Commission International;
  • Acreditação Nacional Integrada para Organizações de Saúde (NIAHO);
  • Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS);
  • Accreditation Canada.

A importância da acreditação para os processos hospitalares

Um estudo realizado pela CM Tecnologia, o CM Search, mostrou que a preocupação com a certificação nos hospitais é baixa. Na pesquisa, menos de 50% dos respondentes afirmaram buscar por algum certificado de qualidade.

Qualidade hospitalar

No  Brasil, existe o programa Compromisso com a Qualidade Hospitalar (CQH),  que estabelece estratégias para garantir a qualidade das instituições.

De acordo com o CQH, existe uma necessidade crescente por avaliações de qualidade hospitalar no país. O programa ainda afirma que o modelo de acreditação “dá um norte” para seus colaboradores, pois a partir dele é possível visualizar quais as mudanças mais urgentes na instituição. Entidades que investem em recursos como este, assim, proporcionam maior segurança aos usuários.

Modelos de acreditação

Independente do tipo da acreditação, ela não avaliará um serviço ou departamento isolado, mas sim a instituição inteira, já que o objetivo é comprovar que as estruturas e os processos do hospital são interligados e que juntos interferem diretamente nos resultados.

Vale lembrar que, apesar de haver maneiras diferentes de conseguir a acreditação hospitalar, a principal emissora do Brasil é a ONA, buscada por 37,3% das instituições do país.

Organização Nacional de Acreditação (ONA)

Para ser elegível neste processo, é necessário que a instituição cumpra alguns pré-requisitos, como por exemplo:

  1. enquadrar-se na definição de organização prestadora de serviços de saúde;
  2. estar legalmente constituída há pelo menos um ano;
  3. possuir alvará de funcionamento;
  4. apresentar licença sanitária;
  1. dispor de todas as licenças pertinentes à natureza da atividade.

Ao cumprir os requisitos, a instituição torna-se apta a participar da avaliação, mas  caso não consiga a certificação ela poderá tentar novamente depois de um ano.

Dentro do processo de acreditação existem três níveis de avaliação. São eles:

Nível 1: acreditado

Neste primeiro estágio, o foco é na segurança do paciente, sendo imprescindível que a estrutura física seja adequada para a execução das tarefas.

Também deverá ser garantida a manutenção dos processos mediante a política interna da instituição, além de contar com funcionários habilitados para as funções que exercem.

Nível 2: acreditado pleno

Analisa-se minuciosamente, neste nível, se o processo de assistência médica garante um bom desempenho por meio do foco na gestão integrada. Este ponto engloba treinamento, auditoria interna e estratégias para tomada de decisão.

Nível 3: acreditado com excelência

Inclui a avaliação do entendimento do uso das informações obtidas nos dois primeiros níveis. É exigência dessa categoria que haja provas do uso da tecnologia da informação em prol da segurança do paciente.

Joint Commission International

A Joint Commisison International é uma organização não governamental que atua em mais de 90 países realizando acreditação hospitalar. Seus critérios de avaliação incluem:

  • direitos dos pacientes e familiares;
  • obtenção de indicadores internacionais de segurança;
  • gerenciamento de medicamentos;
  • capacitação dos recursos humanos;
  • gerenciamento das informações hospitalares.

Acreditação Internacional Integrada para Organizações de Saúde (NIAHO)

A NIAHO é uma certificação internacional que estabelece normas na área de segurança assistencial, patrimonial e gestão do corpo clínico.

A certificação da NIAHO se direciona pelo conjunto de requisitos para garantir a segurança e proteção à vida e infraestrutura hospitalar. Seu foco está em resultados assistenciais eficientes.

Um dos seus diferenciais é possuir uma abordagem focada em gestão de riscos, segurança predial e proteção do paciente. Estão entre as principais vantagens de se obter a acreditação NIAHO:

  • abordagem focada em gestão de riscos;
  • ênfase na segurança das instalações físicas ligada à proteção da vida e saúde do paciente;
  • planejamento de alta hospitalar;
  • avaliação rígida do corpo clínico.

No Brasil, ela é realizada por auditores americanos que verificam detalhadamente a conformidade das organizações de acordo com as normas.

Accreditation Canada

A acreditação hospitalar canadense é um processo focado em três princípios:

  • governança clínica;
  • medicina baseada em evidências;
  • redução da sobrecarga em colaboradores no processo de acreditação.

O processo orienta e monitora os padrões de alta performance, qualidade e segurança. O Accreditation Canada é focado no conhecimento pleno dos processos e na eliminação de qualquer padrão que não agregue valor.

Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS)

A HIMSS é uma organização sem fins lucrativos, em que a missão é otimizar a assistência por meio da tecnologia. Ela também define as condições básicas que um hospital precisa apresentar para implementar recursos de inovação.

Programa de acreditação Amil

A Amil foi a primeira operadora do Brasil a lançar um programa de incentivo à acreditação em unidades de odontologia. O programa disponibiliza consultoria gratuita e condições exclusivas de financiamento com o Instituto Brasileiro para a Excelência em Saúde (IBES).

Vantagens e desafios resultantes da acreditação hospitalar

Existem diversas vantagens provenientes da acreditação, sendo uma das principais a  melhoria da gestão e da assistência ao paciente.

Pela acreditação hospitalar, a instituição consegue realizar um diagnóstico claro a respeito do desempenho de seus processos. Isso inclui atividades administrativas e cuidado com o usuário.

A certificação também melhora a reputação e a confiança nas instituições, fazendo com que seja possível identificar as áreas que ainda precisam de melhorias. É importante ressaltar que os desafios ligados à implantação e manutenção da acreditação são facilmente solucionados com um bom treinamento da equipe.

Razões para buscar a acreditação

Os motivos para participar de um processo de acreditação vão muito além de obter um certificado. Seja como elemento estratégico ou para estimular iniciativas de melhoria de qualidade nos serviços de saúde, os resultados são extremamente satisfatórios, como:

  • garantia de segurança aos pacientes e profissionais;
  • maior eficiência no atendimento;
  • desenvolvimento e aprimoramento do RH;
  • aperfeiçoamento da utilização de recursos.

Buscar melhorias e soluções é indispensável para uma instituição, que deve, mais que almejar uma certificação, priorizar também o bem-estar dos pacientes.