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Entenda como a gestão clínica melhora o sistema de saúde

O termo “gestão da clínica” refere-se ao conjunto de técnicas, atitudes e tecnologias de microgestão para o atendimento na saúde. Focado em promover uma atenção de qualidade, une o acolhimento de pessoas à estruturação segura da parte administrativa.

No Brasil, a expressão foi usada pela primeira vez em 2001, por Eugênio Vilaça Mendes, no estudo “Os grandes dilemas do SUS”. O autor defende que todos os envolvidos no processo devem ser evidenciados, proporcionando uma relação de cuidado integral à saúde.

Considerando que as instituições prestam serviços pela tradução de conhecimento, a autonomia dos profissionais é imprescindível. Partindo desse pressuposto, a implantação de qualquer método gerencial deve ser horizontalizada, bem contextualizada e coletiva.

Com isso há a otimização de custos sem danos aos pacientes e profissionais de saúde. Tudo feito de forma eficiente, oportuna e equitativa, prezando sempre pela humanização do atendimento.

A gestão clínica passa também por tecnologias sanitárias, que têm origem nas diretrizes clínicas. Elas desenvolvem-se para proporcionar uma condição de saúde cada vez melhor, coordenando também, por exemplo, auditorias e listas de espera.

É importante ter em mente que todo processo de aprimoramento exige cuidados e mudanças na administração que serão acompanhados de tecnologias. Com tanta oferta foi preciso criar uma Avaliação de Tecnologias em Saúde, que quando posta em prática alteram desde a proposta do serviço até o controle dos recursos.

Desse modo, para que as atividades fluam da melhor maneira possível, é preciso estabelecer um equilíbrio entre a gestão de meios e de fins. Assim o atendimento ao usuário torna-se parte de um sistema integrado.

A concepção de gestão da clínica correlaciona administração, cuidado e educação. Neste conceito, apresenta sete princípios:

  1. Orientação às necessidades de saúde e à integralidade do cuidado;
  2. Qualidade e segurança no cuidado em saúde;
  3. Articulação e valorização de diferentes saberes;
  4. Corresponsabilização entre gestores, profissionais e usuários;
  5. Investimento em qualificação da equipe e da organização;
  6. Resultados que agreguem valor à saúde e à vida;
  7. Transparência dos interesses coletivos.

Quando o objetivo é alcançar a excelência, torna-se necessário ter uma consciência crítica em relação à simultaneidade de permanência e as mudanças práticas. Além de tudo, é bom lembrar que a gestão na área de saúde é um dos pilares da governança clínica.

Para aplicar mudanças no gerenciamento é preciso estabelecer conexões entre gestão, atenção à saúde e educação. Isso porque as alterações devem ser feitas e entendidas à luz da contemporaneidade social.

Abaixo separamos fatores que devem ser levados em conta na hora de implementar uma nova gestão no centro de saúde, confira!

Leis e princípios dos sistemas de saúde

Em “As Redes de Atenção à Saúde”, publicado em 2008, Mendes aponta alguns paradigmas, princípios e leis de mercado que definem as dificuldades para se reorganizar o setor da saúde, são eles:

Lei de Wildavsky

Os gastos das instituições de saúde vão aumentar até atingir (ou ultrapassar) o nível dos recursos disponíveis.

Lei de Roemer

A oferta de tecnologia leva ao uso independentemente das necessidades da população.

Princípio da variabilidade na prestação dos serviços de saúde

Quanto maior a variabilidade de condutas diante de um mesmo problema, maiores os custos.

Princípio da indução da demanda pela oferta

Não é a demanda que regula a oferta; o serviço disponibilizado será consumido até que se esgote sua capacidade.

A Lei da Caneta do Médico

O carimbo médico é responsável por cerca de 80% dos gastos com saúde.

A Lei da Concentração da Gravidade e dos Gastos com as Doenças

Quanto mais graves e complexas as doenças, proporcionalmente maiores são os custos, e poucos pacientes consomem grande parte dos recursos humanos, técnicos e financeiros em saúde.

Lei de Hart

Os mecanismos que interferem na oferta de serviços fazem com que os recursos sejam distribuídos inversamente às necessidades. O uso de serviços de saúde ocorre por necessidades “percebidas” e comportamento frente a seus problemas de saúde.

Gestão, comunicação e educação

As soluções para evitar desperdícios e incrementar resultados estão relacionadas à integração da gestão, comunicação e educação. Para isso é preciso adotar boas práticas de cuidado.

Os desafios estão em ter uma dinâmica mais eficiente de mercado, com benefícios das forças competitivas. É preciso que haja uma evolução demográfica e epidemiológica, além da incorporação difusa de novas tecnologias.

É extremamente importante entender que as mudanças setoriais precisam fazer sentido ao paciente. Logo o modelo passará a cuidar da saúde das pessoas e não apenas das doenças.

Isso só será possível com uma administração consciente de que todos os agentes precisam se comunicar para entender os processos. Assim, a educação assume o papel de aprimorar procedimentos e, consequentemente, o atendimento.

Tecnologias de gestão da clínica

As tecnologias que envolvem a administração na saúde são soluções pensadas para melhorar a rotina das unidades desse setor. Auxiliam na tomada de decisão dos profissionais envolvidos no processo de acolhimento e ajudam a oferecer atenção apropriada aos pacientes.

Uma das opções disponíveis é o uso de softwares que integram o sistema da unidade de saúde. Entre as opções disponíveis há as que oferecem a marcação de consultas online e otimizam o tempo dispensado à administração.

Toda essa modernidade revoluciona o conceito de gestão da clínica e facilita muito a rotina dos profissionais e pacientes. É possível ver como essas soluções funcionam na prática e descobrir o que melhor se encaixa em cada situação.

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