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Mapa de Risco hospitalar: entenda como fazer

O Mapa de Risco hospitalar é uma representação gráfica utilizada para que todos dentro da entidade tenham uma percepção maior da estrutura do local. As instituições de saúde, como já se sabe, possuem diversos fatores de ameaça, principalmente pelo seu segmento.

Dessa forma, o Mapa de Risco torna-se primordial neste ambiente. A visualização que o mecanismo proporciona ajuda significativamente na implantação de precauções em locais considerados perigosos. Por isso, esse recurso é considerado um dos meios mais eficientes para garantir a segurança do paciente.

Em cada espaço na planta há um círculo que indica as prováveis ameaças daquele meio. Os riscos ocupacionais, segundo a Portaria Federal 25/1994, são divididos nos tipos químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, podendo ser grau pequeno, médio ou grande.

Como as ameaças listadas acima são inevitáveis, o objetivo deste post é mostrar como o Mapa de Risco hospitalar pode atenuá-las. E, além disso, expor como essa delineação demonstra organização, planejamento e cuidados com usuários e funcionários.

Como fazer o Mapa de Risco hospitalar?

A elaboração do Mapa de Risco hospitalar pode ser feita pela Comissão Interna de Prevenção de Acidente (CIPA), com colaboração da Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (SOST). Outra opção é contratar pessoas capacitadas para essa tarefa, que possuam formação em proteção do ofício.

Montar um catálogo contendo todos os ambientes do hospital aparentemente é muito trabalhoso, porém esse projeto diminui consideravelmente acidentes. De acordo com a Organização Mundial do Trabalho, no país, acontecem em média 700 mil casos dessa espécie. E, conforme o Ministério da Previdência, o Brasil gasta, anualmente, cerca de 70 bilhões de reais com eventualidades trabalhistas.

Qual a finalidade do mapa?

A função principal do Mapa de Risco hospitalar é identificar e evidenciar aos colaboradores quais as possíveis ameaças no local de trabalho. E, outro importante benefício é o aumento da cautela por toda a equipe ao transitar pela instituição.

A entidade, por sua vez, passa a proporcionar equipamentos de segurança adequados aos espaços determinados. Contudo, para que essa ferramenta cumpra seu papel, é imprescindível executar um excelente planejamento e, para isso, estudar.

O gestor deve se fazer perguntas como: “quais os riscos preciso eliminar com urgência?” e “quais os acidentes ocorrem na instituição com frequência?”. Após responder essas perguntas e entender a realidade de sua instituição será mais fácil executar um bom trabalho.

Quais perigos o mapa deve conter?

As principais ameaças são classificadas por cores para facilitar o entendimento, abaixo cada um dos grupos:

  • Grupo 01: delimitado pela cor verde. Contém riscos físicos no ambiente hospitalar, como forte calor ou frio, umidade em excesso e ruído;
  • Grupo 02: definido como vermelho. Marca os riscos químicos, como exposição a odores desagradáveis ou tóxicos, fumaça e gases;
  • Grupo 03: representado pela cor marrom. Apresenta riscos biológicos, como a presença de insetos ou outros animais nocivos;
  • Grupo 04: determinado pela cor amarela. Possui ameaças ergonômicas, como necessidade de levantamento de peso e lesão por esforço repetitivo;
  • Grupo 05: demarcado pela cor azul. Corresponde à má preparação do ambiente de trabalho, como iluminação inadequada e não utilização de equipamentos de segurança.

Como funciona o grau de risco?

No desenho do Mapa de Risco hospitalar, é necessário a utilização de círculos grandes, médios e pequenos. O tamanho de cada um, determina a dimensão do risco, pode ser leve, moderado ou elevado.

Essa legenda torna a visualização do mapa mais clara, principalmente porque é preciso que seja de fácil entendimento para todos. Essa planta, deve ser refeita caso haja alguma alteração no ambiente como, novas máquinas, saídas, entradas.

Vale lembrar, que de acordo com a Norma Regulamentadora 1, descumprir o protocolo pode gerar multas para a instituição.

Como o mapa pode beneficiar a organização?

Para uma instituição de saúde investir em mecanismos como o Mapa de Risco é imprescindível. Afinal, o profissional de saúde precisa sentir-se seguro e ter sua saúde preservada, para assim conseguir prestar um boa assistência aos usuários.

O bem estar dos pacientes deve vir em primeiro lugar. Visto que, a confiança dos enfermos não é fácil de conquistar, por esse motivo, após criá-la é necessário mantê-la. E, é bom ressaltar, que são os pequenos detalhes na gestão de riscos que fazem com que alguém escolha uma organização e não outra.

Um bom método para fazer um ótimo Mapa de Risco hospitalar é perceber como funciona a logística interna das instituições brasileiras.

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