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Tecnologia paperless e utilização da nuvem nas instituições de saúde

Hoje em dia, muito se fala sobre a tecnologia paperless, que na tradução literal, significa “sem papel”. Ou seja, as empresas que adotam esta tecnologia estão armazenando seus dados cada vez menos fisicamente, em papéis, e utilizando softwares e a nuvem para armazená-los.

Além de facilitar o manuseio e a busca por informações quando armazenadas na nuvem, esta prática “paperless” também envolve questões ambientais como a sustentabilidade, economizando uma enorme quantidade de papel.

Tecnologia paperless e utilização da nuvem

Porém, apesar de estarmos vivendo em uma fase em que quase tudo é informatizado e automatizado, as instituições de saúde ainda não estão totalmente abertas a investir em TI (Tecnologia da Informação).

Segundo dados da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), os investimentos na área representam apenas 2% de todos os outros investimentos feitos pelas instituições.

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Este dado mostra que a maioria das organizações de saúde ainda optam por ter prontuários, dados de pacientes, agendas e afins em papel, que em muitos casos ficam inutilizados em pouquíssimo tempo, e armazenados e acumulados em caixas espalhadas por depósitos nos hospitais ou clínicas.

A utilização da tecnologia paperless e do armazenamento de dados na nuvem traz inúmeros benefícios tanto para a gestão hospitalar (que irá, automaticamente, beneficiar cada área da instituição), quanto para o paciente.

Inclusive a central de marcação online é uma tecnologia hospedada em nuvem, que dispensa todo o espaço ocupado dentro dos servidores. Além de ser um software inovador que tem impactos diretamente ligados aos processos e a produtividade da instituição.

E é sobre isso que iremos tratar ao longo do texto.

Vantagens

O investimento na tecnologia paperless implica que os médicos podem acessar informações dos pacientes a qualquer momento que julgarem necessário, e principalmente, podem conversar entre si para tirar dúvidas, pedirem opiniões adicionais sobre os casos, etc.

Dessa maneira, tudo é facilitado e simplificado para o médico poder planejar o tratamento dos pacientes.

E os benefícios atendem não só aos profissionais de saúde, como também aos pacientes. Com a tecnologia paperless, além de as informações dos pacientes estarem totalmente seguras, diferentemente do que se estivessem em papéis armazenados pela instituição, ele terá muito mais comodidade ao, por exemplo, poder realizar um agendamento de consulta ou procedimento online, sem precisar passar minutos a fio no telefone.

E como dito anteriormente, essa prática traz inúmeras vantagens para a instituição hospitalar, o que automaticamente trará também para os demais setores da instituição, o que quer dizer que o atendimento e o cuidado ao paciente também serão beneficiados.

Dentro disso tudo, podemos citar primeiramente o prontuário eletrônico, uma das práticas da tecnologia paperless mais utilizada pelas instituições até hoje.

Prontuário eletrônico

O ponto alto do prontuário eletrônico é que ele gera comunicação efetiva entre os profissionais.

Como os pacientes normalmente se encontram em situações delicadas quando estão dentro de uma instituição de saúde, é importante que as informações sejam analisadas de maneira rápida e precisa.

Personalizar a documentação e orientar o atendimento médico propiciam uma comunicação mais efetiva entre os profissionais, impedindo falhas relativas à omissão ou a distorções de informações. Além disso, esse recurso também ajuda na elaboração de um histórico centralizado do paciente, o que tem diversos resultados positivos, graças, mais uma vez, à nuvem.

O prontuário eletrônico pode ainda diminuir a quantidade de erros, por se tratar de um sistema que precisa se adequar a diversos parâmetros para funcionar.

Para realizar o armazenamento da informação de maneira correta, existirão algumas ferramentas que lhe auxiliarão a fazê-la melhor forma possível.

A atualização do prontuário eletrônico é feita em tempo real, oferecendo uma atualização da informação de maneira ágil. Além disso, viabiliza o monitoramento constante de como os pacientes reagem a certos parâmetros, como vacinas e outros tratamentos.

Existe a possibilidade de acessar as informações contidas no Prontuário Eletrônico em qualquer hora e em qualquer lugar.

Além disso. Ainda há um outro ponto muito bacana, onde os dados podem ser acessados simultânea por vários profissionais ao mesmo tempo.

E o prontuário eletrônico ainda possibilita o preenchimento rápido de documentos e arquivos burocráticos. Que originalmente levariam muito mais tempo para serem preenchidos, como por exemplo, redigir uma prescrição.

Assim, as instituições garantem rapidez, segurança de dados e economia. Além de evitarem riscos de perda e extravio de documentos importantes.

Dados na nuvem: ferramenta de agilidade na gestão hospitalar

Todas as informações que dizem respeito aos pacientes devem ser armazenadas em um mesmo banco de dados, certo? E que tal se esse armazenamento for feito na nuvem?

Dessa maneira. É possível evitar que qualquer problema que possa surgir em decorrência de registros incompletos. Possíveis dúvidas sobre pacientes, perda de informações e dados esparsos e difíceis de serem encontrados. Situações comuns quando se utiliza o ultrapassado sistema de anotações em papéis ou o armazenamento nas próprias máquinas.

Auxílio no diagnóstico e investigação clínica

Já citamos que o prontuário eletrônico possibilita a comunicação entre médicos. Isso gera um auxílio no diagnóstico do paciente, pois vários profissionais podem opinar.

Além de que as informações também podem gerar relatórios de doenças comuns em períodos específicos. Bem como no diagnóstico por meio de cruzamento dos sintomas com as doenças armazenadas na nuvem.

Além disso, as soluções em nuvem possibilitam soluções de alto desempenho no processo de investigação.

Os servidores físicos costumam ser menos abrangentes do que a nuvem. O que tornava mais caros o desenvolvimento de novos medicamentos, técnicas e tratamentos.

Facilita a telemedicina

A nuvem facilita a prestação de cuidados de saúde à distância.  

Se trata do uso de tecnologias da informação e telecomunicações para o fornecimento de informação e atenção médica à pacientes e outros profissionais de saúde à distância.

Sustentabilidade

Nunca se falou tanto em sustentabilidade como nos últimos tempos, e como o próprio nome da tecnologia já sugere, paperless, menos é mais.

Adotá-la é dar o primeiro passo para que a instituição esteja por dentro. E principalmente, contribuindo para a erradicação de um dos problemas mais preocupantes da sociedade e do mundo,

Segurança dos dados

Arquivos que contenham dados confidenciais armazenados na nuvem precisam ganhar uma atenção especial, pois são dados mais sensíveis.

Assim, eles devem ser protegidos por um sistema de criptografia, uma espécie de mascaramento automatizado de dados por meio do qual arquivos são convertidos em códigos indecifráveis, passíveis de serem vistos apenas por pessoas autorizadas.

Esse é um dos principais meios de segurança para proteger sua instituição dos riscos relacionados ao uso indevido da internet.

E o melhor é que a criptografia pode ser facilmente inserida à maioria dos aplicativos e sistemas operacionais. Sendo também de fácil manuseio.

Conclusão

Com a tecnologia paperless e a utilização da nuvem, os dados são administrados de maneira cada vez mais segura, eficiente, sustentável e organizada.

Em pleno século XXI, é impossível tentar ficar por fora. Principalmente após ter conhecimento de todos os benefícios que estas tecnologias podem trazer para uma instituição de saúde! Se sua instituição já faz uso delas, conte para nós os benefícios que elas lhe proporcionaram.

 

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2 Comentário
  • Leandro Del Rio
    10 de fevereiro de 2017 em 10:27

    Prezada Clara,

    além de todas as questões muito bem pontuadas no texto eu acrescentaria um ponto chave para todo o processo, a Assinatura Digital. Só podermos nos desfazer do papel e instituir o paperless quando todos os profissionais de saúde puderem assinar digitalmente os documentos, para que não haja necessidade de imprimi-lo.

    Atualmente muitas instituições dizem que utilizam o Prontuário Eletrônico do Paciente, porém, na verdade, utilizam Sistema de Registro de Informações, pois sem a assinatura digital o profissional deverá imprimir o documento para carimbar e assinar o mesmo.

    Infelizmente acredito que estamos longe, apesar de já existirem exemplos de instituições paperless, de conseguirmos atingir um percentual aceitável de organizações com uso efetivo do PEP e naõ do SRI.

    Att.

    • Clara Damasceno
      14 de fevereiro de 2017 em 14:39

      Olá Leandro.
      Obrigada pelo contato!
      De fato, a assinatura digital é um ponto muito importante neste aspecto. Falamos um pouco sobre ela em nosso artigo sobre sistema de gestão de laudos, para conferir é só clicar em: https://www.cmtecnologia.com.br/gestao/sistema-gestao-laudos/
      No mais, agradecemos pela atenção e pelo complemento extremamente importante e válido sobre o assunto.
      Atenciosamente,
      Clara.

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