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Tech: 5 principais tendências no mercado de saúde em 2019!

Não é segredo para ninguém que, nos últimos anos, o mercado de saúde foi amplamente marcado pelas novas tecnologias. Do atendimento aos resultados de exames, passando pelo fenômeno da telemedicina, o tech parece ter chegado para ficar.

Mas, afinal, o que mais espera o setor durante 2019?

As projeções são muitas e variam de veículo para veículo, mas certos processos e ferramentas parecem sempre se repetir. Esse é o caso, por exemplo, da inteligência artificial, coleta de dados a partir de Big Data e personalização dos serviços.

Se você tem interesse pelo tema e ficou curioso(a) para saber o que mais nos aguarda durante esse ano, no artigo abaixo, te contamos quais são as cinco principais tendências para o mercado de saúde em 2019. Vamos lá?

Tendências no mercado de saúde: o que acontece em 2019

Mais tecnologia com a Internet das Coisas (IoT)

Hoje, a relação entre saúde e a chamada Internet das Coisas tem se materializado em diversas iniciativas inovadoras: dentre os dispositivos, já contamos com camisetas que monitoram a frequência cardíaca do paciente, chips biosensores e geladeiras que checam a temperatura das vacinas.

O surgimento de empresas dedicadas ao segmento, nesse sentido, chama atenção. Na Ásia, por exemplo, a novata Cyrcadia Health colhe os frutos da ITBra, um produto que chegou para ficar.

A criação, um top repleto de microssensores, consegue detectar a presença do câncer de mama já em seu estágio inicial.

Através da variação de temperatura no seio da paciente, ele cruza seus dados e envia todas as informações para o médico — ou para o próprio celular de quem está sendo atendido.

No resto do mundo, para os próximos dois anos, o esperado é que 50% dos dispositivos em redes de cuidado em saúde sejam IoT, que devem vir na forma de ferramentas portáteis para registros clínicos e equipamentos médicos.

Na prática, isso significará diagnósticos remotos e mais rápidos, uma monitoragem precisa e dados facilmente gerenciáveis. Imagine só como tudo fica mais fácil (para o médico e seu paciente) quando se tem uma ferramenta de supervisão 24h conectada ao Wi-fi hospitalar?

Marketing digital aplicado à saúde

Chegamos em uma época na qual ninguém mais nega: a cultura digital está aí para quem quiser ver.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Google (que entrevistou cerca de 2.400 pessoas em 28 cidades nacionais), sete em cada 10 brasileiros fazem parte de alguma rede social, enquanto nove em cada 10 acessam o Youtube para aprender sobre novos assuntos.

Porém, mais que marcar presença online, as pessoas têm dedicado boas horas do dia navegando – um total de nove, o que coloca o Brasil na terceira posição de países que passam mais horas do dia na Internet.

Fatos como esse, aliados à ascensão da tecnologia mobile e um novo perfil de cliente, só comprovam a importância do marketing em saúde atualmente.

Para a equipe do portal Setor Saúde, é fundamental que o mercado hospitalar repense os métodos tradicionais de divulgação de seus serviços, o que requer uma mudança na abordagem ao paciente.

Dessa forma, a tendência é que, durante todo o ano, instituições de saúde se voltem para o poder do website próprio, blog, redes sociais, inbound marketing, além das potências do mailing.  Aguardemos.

Inteligência artificial firmando terreno

Não é novidade para ninguém que essa área da computação tem trazido diversos avanços para o setor de saúde brasileiro. Enquanto isso, lá fora, pesquisas já comprovam que o trabalho desempenhado pelos robôs apresenta melhor desempenho que o humano.

Mas o que isso significa? 

Um cenário que caminha para o diagnóstico de doenças, eficácia de medicamentos e prevenção de enfermidades com base na aprendizagem das máquinas.

Isso porque, segundo pesquisas do ano passado da revista de ciências Nature, os robôs já possuem poder de previsão suficiente para guiar atividades dentro de instituições médicas.

De forma similar, no âmbito econômico, a consultora de negócios Frost & Sullivan  prevê que o faturamento global com sistemas de Inteligência Artificial para saúde salte para US$ 6,7 bilhões em 2021.

Para se ter noção, em 2015, o número era de US$ 811 milhões.

Os benefícios são inúmeros e vão desde a possibilidade de os médicos darem mais atenção ao paciente (enquanto a precisão do diagnóstico fica a cargo dos softwares) até a facilidade de determinar os focos de doenças com base em dados geográficos.

Pensando no Brasil, um ótimo exemplo é o Robô Laura, fundado pelo analista de sistemas Jacson Fressatto.

A partir de monitoramentos em 3,8 segundos, o sistema coleta dados do paciente e informa ao médico quais pessoas se encontram no pior estado, prevenindo eventuais mortes por infecção.

Hoje, ele é o primeiro robô do mundo que pode identificar riscos desse tipo nos pacientes.

Já a nível mundial, diversas empresas no Reino Unido permitem ao usuário fazer consultas sem sair de casam usando como base relatos diários e seu histórico médico.

Daqui para a frente, o que será que a Transformação Digital e a saúde nos prometem?

Telemedicina na prática

Ao longo dos últimos meses, a assistência médica feita pela Internet foi tema de discussões no debate, ganhou destaque nos jornais populares e dividiu opiniões dos especialistas.

Isso porque a telemedicina, que já é praticada em outros países (inclusive aqui no Brasil, mas sem regulamentação), causa polêmica ao prever que médicos realizem atendimentos online.

Porém, recentemente, a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que sugeria a permissão da teleconsulta, telediagnóstico e telecirurgia foi devidamente regulamentada, podendo ser praticada a partir de maio.

A decisão pode significar um acompanhamento contínuo (e prático!) do paciente, menos tempo desperdiçado no trânsito/sala de espera, além de todas as potencialidades que só a Internet possui.

Vale lembrar que, no momento, diversos casos de sucesso podem ser encontrados mundo afora.

Um exemplo interessante é o Hospital Gregorio Marañón Geral de Madrid, que criou um projeto para o treinamento dos profissionais de saúde e monitoramento dos pacientes à distância. A ferramenta se chama Telessaúde e promete melhorar a qualidade de vida de quem está envolvido no setor.

Já nos Estados Unidos, as coisas parecem tão assimiladas que o país já conta com um órgão específico para regular a modalidade.

O ATA, American Telemedicine Association, foi fundado em 1993 e tem como objetivo promover o acesso a cuidados médicos por meio da telecomunicação. Para isso, conta com uma rede de mais de 10.000 líderes da indústria e profissionais do mercado healthcare. Interessante, não é mesmo?

Os avanços das impressões 3D

Muita gente tem encarado as impressões 3D como o grande avanço da Medicina nos últimos anos.

A técnica remonta aos anos 1980, quando a indústria automobilística começou a fabricar peças rápidas para a linha de produção, o que deu origem a uma série de criações por parte do equipamento.

Depois do plástico e do metal, chegou a hora da indústria médica utilizá-la para produzir implantes corporais: de ossos a réplicas de órgãos, a ideia é conseguir substituir partes afetadas do organismo sem as filas de espera para transplantes.

Para a companhia de pesquisas Transparent Marketing Research, a ideia é que o mercado de dispositivos 3D cresça em 2025.

A revista Forbes também publicou que, no período de até três anos, a tecnologia tridimensional deve valer um total de US$ 1,3 bilhões. Acredita-se que a maior demanda esteja relacionada a implantas ortopédicos e restaurações dentárias.

E sua instituição, como tem se preparado para esses fenômenos? Conte para a gente nos comentários.

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